Escute essa música enquanto lê (arrepios garantidos)
Música: Beanie (Slowed)
Você nasceu para trabalhar. Deus trabalhou 6 dias e descansou no sétimo. O que isso te diz? Tem feito 6x mais do que descansa?
Ao contrário do que muitos acreditam, não nascemos para tomar uma margarita numa praia exótica em um dia ensolarado o ano inteiro. Na realidade, rapidamente nos satisfaríamos com isso e buscaríamos algo novo.
Muitos acreditam que o prazer é o sentido da vida. “Só quero ser feliz”, dizem. Mas a diferença entre buscar isso e ser uma criança mimada é mínima. Você poderia fazer tudo o que uma criança quer, dar todos os brinquedos possíveis e ela ainda não se satisfaria por completo, e choraria sempre que alguma demanda não fosse atendida.
Não trabalhar, mas curtir. Ter muitos desejos, mas poucas responsabilidades. Querer tudo, mas não se esforçar por nada. Essa é uma boa definição de hedonismo. Não funciona. Nunca funcionou. É imaturidade. Não é o verdadeiro caminho para uma vida significante. Nascemos para carregar nossa cruz.
“Não vês que os arbustos, os pequenos pardais, as formigas, as aranhas, as abelhas exercem suas atividades próprias concorrendo, cada um deles, para a ordem do mundo? E tu, depois disso, não queres realizar as obras humanas?”
—Marco Aurélio, Maior imperador de Roma
Se você odeia seu trabalho, vive em um desespero silencioso a cada minuto que passa nele, sente um alívio doloroso sempre que o relógio marca 18h, deve estar me detestando nesse momento. “O que esse cara tá dizendo? Ele tá louco? Nascer para trabalhar?”
Te entendo completamente — e vou me explicar.
Eu também odiava meu trabalho. Não só por não ter paixão, por ganhar pouco, ou por ter um chefe ruim, mas por saber que eu poderia muito mais.
Quando nascemos, olham para nós e dizem, “Vai ser doutor”, “Vai ser presidente”, “Vai ter um grande negócio”. Nascemos com todo potencial do mundo e por mais que isso seja reprimido com o tempo pela nossa péssima cultura, lá no fundo sabemos disso.
Estar em um trabalho que odeia é um desperdício de potencial, tempo, esforço, e mais ainda, de vida.
Por sorte, eu tive consciência disso. O quanto antes comecei a agir para me livrar daquilo. Para fugir da corrida dos ratos.
Comecei me perguntando, “Por que as pessoas acabam aprisionadas nisso a vida inteira?” A resposta veio como um raio na forma de um questionamento: Qual é o oposto de sofrimento? Prazer. O que as pessoas buscam após sofrer muito? Prazer. Após sofrer 8h em um emprego que odeia, é natural que ao chegar em casa você queira tomar uma cervejinha, ligar a TV, comer porcaria, assistir Netflix, relaxar.
É isso que a maioria faz. Sofrem, se recuperam desse sofrimento, repetem isso a vida inteira.
Eu fiz o inverso. Sempre que chegava em casa, mesmo cansado, trabalhava em um projeto. Comecei trabalhando no que hoje você pode conhecer como AutenticoValor.
Confesso, seguir esse caminho é duas vezes mais sofrido. Você deixa de sofrer 8h por dia para sofrer 12h, 16h, sem nenhum momento para obter prazer e relaxar. Mas qual é a alternativa? Continuar ali?
É uma decisão difícil: Sofrer o dobro no curto prazo e ter liberdade no longo, ou sofrer pouco no curto prazo, mas muito no longo.
Se bem que, o sofrimento do seu péssimo emprego é desnecessário, já o sofrimento de se esforçar em um novo projeto é por uma boa razão. Sacrifícios são válidos, quando têm um propósito por traz.
Levou um tempo, mas em alguns meses comecei a ver resultados — eles me motivaram ainda mais. E logo, eu estava ganhando mais com meu negócio de “tempo livre” do que com meu emprego. Então me demiti.
Hoje trabalho com o que amo, ganho bem mais, tenho tempo livre de verdade e significado.
A solução está em duas coisas: Uma mudança de crença e uma tomada de decisão.
Você precisa acreditar que nasceu para trabalhar — porque realmente nasceu. Se odeia trabalhar, o problema não está no trabalho, está no emprego. “Encontre um emprego que ama e nunca trabalhará um dia na vida.”
Um bom trabalho te dá significado, propósito e satisfação — o que é bem melhor do que apenas remuneração.
A decisão é entre sofrer muito agora usando o “tempo livre” dos finais de noite e finais de semana para dedicar a algum projeto de negócio, ou continuar sofrendo lentamente até sua aposentadoria.
Se você escolher a primeira opção, faça isso até construir um negócio que te pague mais ou o suficiente para que você possa se demitir e se dedicar em tempo integral a ele (o que vai aumentar ainda mais o lucro).
Não precisa necessariamente ser um negócio, você pode se qualificar e encontrar outro emprego. Não há nada de errado em trabalhar para alguém. Um engenheiro do Google pode amar o que faz, ganhar bem e ter tempo livre tanto quanto um CEO.
Isso é difícil. Mas mais difícil ainda é trabalhar até aposentar em algo que a cada dia suga a sua alma.
A saída para conseguir passar por esse período de intensidade e “sofrimento” é a disciplina.
Disciplina é a capacidade de fazer o que deve, não o que quer. E fazer o que deve é sofrido, mas é o que te traz sucesso em qualquer espectro da vida.
Crie a disciplina para usar o “tempo livre” para agir no que é necessário. Você dedica 8h construindo o sonho de outra pessoa, dedique pelo menos 1h construindo o seu.
Caso tenha dificuldade em se disciplinar, leia nossos 21 Hacks de autodisciplina. São métodos simples e definitivos para fazer o que deve ser feito, quando deve ser feito.
Eles estão dentro do e-book 101 Hacks (que contém, além dos Hacks de disciplina, outros que te ajudarão a ter sucesso em tudo).